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Cosmofobia

Fruto de muitos estudos e pesquisas em torno das urgências do nosso tempo, o espetáculo Cosmofobia é uma performance de dança livremente inspirada no conceito trazido no livro: "A terra dá, a terra quer", do filósofo e poeta quilombola Antônio Bispo dos Santos. Segundo Bispo, a cosmofobia é o grande mal que assola a humanidade, a grande doença dos tempos atuais.

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Sinopse

O espetáculo COSMOFOBIA se apresenta como uma poderosa reflexão artística e poética sobre as relações humanas com o meio ambiente e consigo mesmas, explorando a metáfora do plástico como símbolo do consumo desenfreado, da acumulação e do descarte. Através de uma abordagem crítica e sensível, a performance questiona a desconexão do ser humano com o cosmos, a maneira como ele coloniza e explora o mundo, e as consequências desse comportamento para a vida no planeta.

A ideia central é evidenciar como a crença na superioridade humana levou à uma visão de mundo centrada no consumo e no desenvolvimento sem limites, onde a natureza e os recursos se tornaram meros objetos a serem usados e descartados. COSMOFOBIA desafia o público a pensar sobre a crise ambiental e existencial que vivemos, ao trazer questões urgentes: como lidar com o lixo que geramos, não apenas o lixo físico, mas também o "lixo interno" de sentimentos, ansiedades e desconexões? Como encontrar um equilíbrio entre a escassez de recursos naturais e o excesso de consumo e desperdício? Como criar novas formas de viver que não se baseiem na exploração incessante e na destruição?

O uso do plástico como matéria-prima e elemento poético é um convite a enxergar a beleza e a complexidade desse material tão onipresente em nossas vidas, transformando-o de símbolo de poluição e excesso em meio de expressão artística e reflexão crítica. A narrativa do espetáculo busca recriar o plástico em formas que desafiem sua imagem negativa, sugerindo a possibilidade de reinvenção e esperança, mesmo em um cenário de crises.

Em uma experiência sensorial que se assemelha ao movimento das ondas e à respiração, COSMOFOBIA propõe um mergulho em um turbilhão de imagens e sensações, levando o público a se perguntar: como podemos adiar o fim do mundo? Como podemos redescobrir o ritmo natural da vida e da interdependência, e aprender a viver de forma mais harmoniosa e sustentável?

Esse é um chamado à reinvenção e à busca por novas formas de coexistir, onde a poesia ainda encontra espaço, mesmo em um mundo aparentemente sufocado por plástico e indiferença.

Ficha técnica

DIREÇÃO GERAL

Marcio Cunha

 

INTÉRPRETES CRIADORAS

(Grupo de Pesquisa e Criação)

 

Angela Carpi, Carla Stank, Clara Fischer Gam, Claudia Mattos, Conchita Pazo, Débora Miranda , Fernanda Kut, Fernanda Telles, Fernanda Vieira, Jeany Amorim, Joana Carelli, Juliana Nogueira, Leca Scilla, Lia Alencar , Lucia Casoy, Márcia Maravilhas, Marcia Pedro, Maria Luiza Borba, Mariane Canella, Mônica Fixel, Rebeca Azevedo, Regina Celi Zandonadi, Roberta Garcia e Yve Breder Sinder.

 

DESIGN DE LUZ

Erlon Cordeiro 

Juca Baracho 

 

COLABORAÇÃO ARTÍSTICA

Raquel Botafogo 

Ana Carolina Constantine

 

FILMAGEM

Guto Neto 

Jorge da Silva Gomes

 

FOTOGRAFIA

Patrícia Verbicario

Paula Kossatz

Ana Gilbert

 

DIREÇÃO DE PRODUÇÃO 

Cacau 

 

AGRADECIMENTOS

Alexander José de Souza, Mangalam, Semear Filmes.

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Apresentações

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